Aqui pertinho de casa, na pracinha onde levava o Pepperoni passear no verão, tem uma igrejinha linda, uma biblioteca municipal ótima para me abastecer de leituras ou vídeos em francês, um restaurante francês super chique e caro e um centro comunitário. No centro comunitário, uma parte é reservada aos jovens do bairro e a outra parte é aberta para cursos para a comunidade. Fiquei conhecendo quando ao me cadastrar na biblioteca me deram um planfeto dos cursos oferecidos pelo centro comunitário ao lado. Os cursos são oferecidos por uma empresa mantida por voluntários e os preços são ótimo. Tem de tudo, os tradicionais cursos de inglês, francês e espanhol, curso de tricô, pintura, yoga, culinária, etc..O curso de Culinária Internacional me interessou. Por que não ? Oportunidade rara para eu aprender mais e conhecer novas cozinhas, afinal o que sei cozinhar é muito limitado. E do lado de casa, um dia por semana, perfeito.
O curso é na própria cozinha do centro. Ficamos ao redor de uma mesa onde botamos a mão na massa. Cada um leva sua própria tábua de cortar e uma faca. Assim cada prato feito é um trabalho coletivo. Um cortou a cebola, outro picou o alho, outro cortou o frango…
O professor é um apaixonado da culinária, colecionador de livros sobre o tema e que cozinha desde criança. Fez viagens exploratórias quando jovem à lugares como Índia, Afeganistão e Irã(na época do Xá). Nasceu na Argélia, de família francesa e espanhola. Desta herança toda veio um grande conhecimento sobre temperos(épices), a base do curso.
Cada noite a aula tinha um tema. Começamos pela cozinha da África do Norte. Aprendemos sobre a mistura de temperos ras el hanout(este pode levar até 27 diferentes ingredientes) e la Kama.São utilizados em pratos como o Cuscuz Marroquino ou a sopa Harira.
Tivemos aula de sobremesas francesas, cozinha grega, arroz, sushi, comida mexicana, cozinha da Ilha de Reunião e Antilhas, aula sobre saladas e para terminar cozinha suiça. E sempre também receitas pied-noir(franceses que moravam na Argélia na época da colonização)
O professor obviamento é um grande frequentador os mercados étnicos onde ele encontra os ingredientes para muito dos pratos. E traz pra gente degustar algumas delícias, de enlatados à frutas exóticas. Alguns até em grandes mercados são encontrados, no IGA ou Super C, e muito no Adonis e lojas no Jean-Tallon e mercado asiático como o Hawaii.
Tentei repetir algumas receitas em casa. Ajudou que o professor nos vendeu alguns dos temperos que ele prepara. Mais fácil do que eu comprar 27 ingredientes separados e moer em casa. Espero aproveitar os dias de folga nesta semana para ir comprar alguns utensílios para a cozinha, e uma prensa pra fazer as tortillas mexicanas. Para o natal, fiz a tarte bourdaloue e até que ficou boa
E tudo isso não é muito caro, considerando o preço de cursos em outros lugares. Só a aulinha de sushi já custaria o valor pago. E se considerar que cada aula é uma « janta », pois comemos o que preparamos, ficou de graça…rs..Para os interessados, custa $125 e dura 10 semanas.
ingredientes para o sushi
sushi pronto
Rolo primavera frito de banana e chocolate-receita libanesa
México
Cactus
Preparado para as tortillas
Prensa para tortillas
Massa das tortillas
Guacamole
Fondue suiço de queijo


















6 comentários:
Ola tudo bem?
Legal o post e as fotos dos pratos. Uma dúvida que me surgiu.. o Foundue de queijo que ele ensinou vai Kirsch?
Abraços.
Oi ! Obrigado pelo comentário. A receita foi feita com vinho branco, mas o melhor é ser com o Kirsch.
POxa que legal!! adoro esses cursos que acrescentam cultura geral! :D
otima iniciativa! :D
com certeza só vai acrescentar!
Ola! poderias nos informar qual e o origem dos estudantes, eu estive morando na Nova Zelandia e os cursinhos e bibliotecas sao fortemente frequentados pelos indianos,arabes,africanos e similares eu gostaria saber si no Quebec imigra o mesmo povo ou te algum Europeio perdido na multidao.
Por favor diz-me o povo quebecois es mais acolhedor que o Inles ou sao a mesma coisa.Obrigado pelo retorno
Jorge
Oi Jorge, no curso tinha na maioria québécois. Tinha uma filha de cambojanos nascida no Canadá e eu.
Para o Québec imigra muito Francês e depois outros países onde tem muito francófono, como os países do Magreb e Haïti. Aqui tem muito menos chinês e indiano comparado à Toronto e Vancouver. Em geral acho o povo acolhedor, eu nunca tive problemas. Não sei se o lado inglês é diferente.
AEEE Gringao ! Ja pode casar !! rsrs
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